4 de junho de 2010

Aquecimento ultrapassará 2 graus Celsius sem cortes radicais de emissões


Nota: A seguinte notícia foi retirada na íntegra de um site brasileiro, daí a linguagem se encontrar em português-brasil.
Pesquisas na revista 'Nature' estimam futuro de concentração de carbono.


Manter regime atual de queima de combustíveis pode significar desastre.



Do G1, em São Paulo
Ninguém sabe que nível de aquecimento global pode ser tolerado pelo planeta sem repercussões sérias para a humanidade e os ecossistemas da Terra, mas a maioria dos governos estabeleceu como limite "seguro" uma elevação de 2 graus Celsius na temperatura global no fim deste século. A má notícia, dizem dois estudos na revista científica "Nature" desta semana, é que sem cortes radicais nas emissões de gás carbônico -- em torno de 80% até 2050 --, é grande a chance de que o aquecimento global ultrapasse esse limite.







Icebergs se desfazendo perto do cabo York, na Groenlândia (Foto: Reprodução)





A conclusão foi alcançada independentemente pelas equipes de Myles Allen, da Universidade de Oxford (Reino Unido), e Malte Meinshausen, da Universidade de Potsdam (Alemanha). Usando metodologias diferentes, que levam em conta projeções da queima de combustíveis fósseis e simulações da reação do clima global à entrada de carbono na atmosfera, eles calcularam que tipo de intervenção seria necessária para tentar impedir que seja ultrapassada a barreira dos 2 graus Celsius de aquecimento.
O trabalho de Meinshausen e colegas mostra, por exemplo, que se 1.400 gigatoneladas de gás carbônico forem produzidas entre o ano 2000 e o ano 2050, teremos uma probabilidade de 50% de que o aquecimento passe o limite de 2 graus Celsius. Como quase 250 gigatoneladas do gás foram produzidas só nos primeiros sete anos do século 21, a emissão total de dióxido de carbono ficaria em torno de 1.750 gigatoneladas até a metade do século.
O governo Obama já fala em reduções na casa de 80% das emissões. Só o cumprimento dessa mata tem chances consideráveis de evitar o aquecimento catastrófico.

Reflexão: Com esta notícia vemos que Ninguém sabe que nível de aquecimento global pode ser tolerado pelo planeta sem repercussões sérias para a humanidade e os ecossistemas da Terra, mas a maioria dos governos estabeleceu como limite "seguro" uma elevação de 2 graus Celsius na temperatura global no fim deste século.
No entanto, usando metodologias diferentes, que levam em conta projeções da queima de combustíveis fósseis e simulações da reação do clima global à entrada de carbono na atmosfera, os especialistas calcularam que tipo de intervenção seria necessária para tentar impedir que seja ultrapassada a barreira dos 2 graus Celsius de aquecimento.




3 de junho de 2010

Águas subterrâneas


As águas subterrâneas constituem o maior reservatório de água doce do planeta Terra. Formam-se, essencialmente, a partir da infiltração da água da chuva e, uma vez no subsolo, podem formar toalhas ou lençóis de água quase imóveis, que alimentam as fontes e os poços, ou então circular por entre as fissuras das rochas. As zonas onde a circulação de água subterrânea é mais importante que os cursos de água de superfície apresentam, em geral, uma morfologia característica denominada cársica
 
Existem, no entanto, águas subterrâneas que têm uma origem diferente da infiltração. São as águas juvenis que provêm do interior da crusta, tal como certas águas termais, e aquelas que são retidas nas rochas (água higroscópica e água de retenção).
As toalhas de água são constituídas pelo conjunto da água que ocupa os interstícios das rochas porosas num domínio definido pela sua espessura e extensão.
 
Entre os diversos tipos de toalhas ou lençóis de água podemos considerar as:
 
- freáticas, que ocupam as rochas superficiais permeáveis. O seu nível varia em função das precipitações. Não sendo perfeitamente horizontais, ocupam as irregularidades topográficas dos terrenos onde se encontram. Em clima temperado são principalmente alimentadas pelas chuvas de Inverno (Outubro a Abril) e o seu nível é mais ou menos alto em função da quantidade de precipitação;
- cativas, cuja superfície está abaixo do limite superior do tecto da formação geológica que a contém. O tecto é necessariamente impermeável;
- artesianas, em que a superfície superior ao nível do solo está situada a um nível inferior ao de certas zonas da parte cativa do lençol de água;
- aluviais, que se encontram nos aluviões dum curso de água. Estão mais ou menos relacionados com as águas do curso de água, mas, segundo o grau de permeabilidade dos aluviões, podem ter o seu nível mais elevado que o da água livre.
As rochas podem funcionar como reservatórios de água que pode ser extraída, através de técnicas apropriadas, para consumo humano. O conjunto da rocha permeável e a água que contém, se esta for suficiente para ser utilizada como reserva, denomina-se aquífero.
O estudo das águas subterrâneas (ou hidrogeologia) reveste-se de uma importância cada vez maior, à medida que o problema da água potável para alimentação das cidades se agrava, já que os aquíferos são explorados indiscriminadamente.


Fonte: http://www.infopedia.pt/$aguas-subterraneas
Reflexão: A água subterrânea é um recurso natural cada vez mais escasso, atendendo não só há deteorização da sua qualidade como também à sua sobreexploração. Entre as principais causas de contaminação contam-se: a utilização de fertilizantes químicos e pesticidas na agricultura intensiva.

Ilhas de São Miguel e Flores com energias renováveis acima dos 50 por cento

As ilhas açorianas de São Miguel e Flores registaram, nos primeiros quatro meses deste ano, uma penetração de energias renováveis de 50 e 61 por cento, anunciou ontem o vice-presidente do governo regional. Sérgio Ávila adiantou que o governo pretende transformar o Corvo na primeira das ilhas açorianas em termos de penetração de energia renovável. Para isso, vai ser construída uma central hidroeléctrica reversível na ilha, alimentada por um parque eólico, anunciou.

O anúncio foi feito durante a inauguração da nova central termoeléctrica da EDA no Corvo, que representou um investimento de cerca de dois milhões de euros. A unidade vai substituir a anterior localizada no centro da vila e já ultrapassada.


Por sua vez, Roberto Amaral, presidente da EDA, prevê que a ilha Terceira poderá atingir uma autonomia energética próxima dos 50 por cento dentro de ano e meio, em consequência dos investimentos na construção de uma central geotérmica e num parque eólico.

O forte incremento dos investimentos efectuados nos últimos dez anos permitiu que a produção de energia eléctrica com origem renovável subisse dos 69,7 milhões de kWh em 1996 para os 130,3 milhões em 2006 no arquipélago. Esta evolução significa uma quase duplicação das energias renováveis, com a geotermia (calor da terra) a representar 64 por cento, a hídrica 23 por cento e a eólica 13 por cento do total produzido no último.

Fonte: http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=5296 

Reflexão: Nesta notícia vemos que as energias renováveis nas Ilhas de São Miguel e Flores têm vindo a aumentar significativamente. Diz-nos ainda , que a ilha Terceira poderá atingir uma autonomia energética próxima dos 50 por cento dentro de ano e meio, em consequência dos investimentos na construção de uma central geotérmica e num parque eólico.
Assim, o forte incremento dos investimentos efectuados nos últimos dez anos permitiu que a produção de energia eléctrica com origem renovável subisse.

2 de junho de 2010

Energia Nuclear


A energia eléctrica gerada por usinas nucleares baseia-se na fissão (quebra, divisão) do átomo. As matérias-primas necessárias a esse processo são o urânio ou tório, dois minérios radioactivos. 
A fissão nuclear consiste no seguinte: os átomos do urânio-235,por exemplo, são "bombardeados" por neutrões; seus núcleos se fragmentam liberando enorme quantidade de energia. Essa fragmentação do núcleo do átomo atingido, por sua vez, dá origem a outros nêutrons, que vão bombardear os átomos vizinhos e assim sucessivamente, uma reacção em cadeia. 
Esse processo, essa reacção em cadeia, tem de ser realizado de forma controlada, em condições de segurança absoluta, pois sua expansão desordenada pode causar terríveis catástrofes. O local apropriado onde ocorre essa fissão nuclear controlada chama-se reactor nuclear, peça fundamental de uma usina nuclear. 
Essa fissão nuclear provocada no reactor da usina produz enormes quantidades de calor; esse calor por sua vez, será utilizado para aquecer uma certa quantidade de água transformando-a em vapor, a pressão desse vapor faz girar uma turbina que irá adicionar um gerador; este gerador converterá a energia mecânica, proveniente da turbina, em energia eléctrica.


Reflexão: Este texto é relativo à energia nuclear, que é originada por usinas nucleares baseadas na fissão, ou seja, a quebra ou a divisão do átomo. Para além disto, este texto explica ainda a forma como tudo acontece, ou seja o processo que dá origem à energia eléctrica, ou energia nuclear.

Fonte:http://jpff.no.sapo.pt/trabs/ciencias/recursos/recursosenergeticos.htm


Sabias que:

Os telefones SOS das estradas portuguesas funcionam à custa da energia solar.

29 de maio de 2010

Gás Natural

O gás natural começou a ser encontrado, na segunda metáde do século XIX, em muitos poços de petróleo dos Estados Unidos da América. Não tinha qualquer utilização, sendo queimado à saída dos poços. Considerava-se, nessa altura, que só ajudava o petróleo a subir em virtude da peção que sobre ele exercia.
O gás natural em Portugal, embora seja ainda quase desconhecido, prepara-se para fazer para do dia-a-dia de 2 milhões de consumidores domésticos 4 a 5 mil fábricas e 80 a 100 mil estabelecimentos comerciais portugueses.
O gás virá liquefeito e por via maritíma provávelmente da Argélia, o quarto maior produtor mundial em 1989. Nesse ano, três maiores produtores toram a União Solvietica, os Estados Unidos e a Holanda.
O terminal de desembarque do gas vai ficar na península da Matrena, no estuário do Sado. Para esta opção foi tida em conta a profundidade das águas, a acessibilidade, a natureza geológica dos fundos marinhos, as questões de segurança, a densidade de tráfego e a distância a que se encontram dos centros populacionais.
A rede de distribuíção de gás natural terá, na sua fase inicial, uma extensão de condutas no total aproximado de 5580 Km: 380Km de rede base e cerca de 5200 Km de redes regionais.
Embora represte menos de um quarto do território nacional (23%), a área escolhida abrange 64% da população e 85% das unidades de indústria transformadora.



Reflexão: O gás natural é um combustível fóssil, que ajudava o petróleo a subir em virtude da pressão. Este texto explica-nos as variadas situações relativas ao gás natural, sendo este representativo de uma percentagem muito pequena do território nacional.

27 de maio de 2010

O Carvão

O carvão é fundamentalmente, constituído por carbono e tem a sua origem em florestas que foram soterradas em épocas remotas.
Os carvões tem poder calorífico diferente, isto é, ao serem queimados, uns fornecem mais calor do que outros como já foi referido anteriormente.
Próximo de Rio Maior existe um jazigo de carvão de baixo poder calorífico (o lenhito), com cerca de 33 milhões de toneladas, o que constitui a maior reserva energética existente em Portugal.
Em Portugal das várias minas de carvão que já estiveram em actividade, só se mantém em exploração a do Couto Mineiro do Pejão, junto ao Rio Douro.
Nesta mina são exploradas, anualmente, 200 mil toneladas, que se destinam à Central Termoeléctrica da Tapada do Outeiro, situada nas margens norte do Rio Douro.
O carvão foi uma das fontes energéticas mais importantes do século passado. Depois da Segunda Guerra Mundial, e mesmo anteriormente, foi substituído pelo petróleo.
O carvão tornou possível a Revolução Industrial que teve lugar no século XIX.
Devido aos grandes aumentos de preços e às perturbações no abastecimento de petróleo, que têm ocorrido nos últimos anos, o carvão tende a ocupar a posição que já teve como fonte energética.



Reflexão: Como a quase totalidade do carvão que consumimos na produção de electricidade é importado, haverá necessidade de poupar, sobretudo através da racionalização do consumo de electricidade .